Astrofotografia planetária exige, entre outras coisas, um céu realmente BOM.
 
Os discos dos planetas tem apenas alguns segundos de arco (20, 30, 50) de diâmetro e grandes ampliações são necessárias para podermos registrar algumas características de seus discos (seja da superfície rochosa de Marte, seja das nuvens de Júpiter e Saturno).
 
Algumas vezes a noite parece ser A noite. O telescópio está super alinhado, bem colimado, noite sem vento, até um pouco fria, não se vê nuvens nem próximas ao horizonte, poluição luminosa baixa ou nula, Lua cheia no céu (para este tipo de foto a Lua não atrapalha) iluminando tudo e nenhum véu de nuvens ralas é percebido... perfeita.
Aí você faz as fotos e saem ligeiramente borradas! Outras noites nem tão boas já deram imagens bem melhores...
 
Grandes ampliações exigem uma estabilidade da atmosfera muito alta. A turbulência atmosférica por convecção (as famosas bolhas de ar quente subindo e de ar frio descendo) é um grande problema em noites muito quentes, mas nas frias costuma ser um problema menor.
 
Na parte alta da atmosfera algumas vezes há rajadas de ventos de alta velocidade que muitos já viram seus resultados nas imagens de planetas... por mais que se esmere em fazer foco a imagem nunca fica boa. Se estiver sob uma delas, melhor ir ver um filme na TV a ficar fazendo imagens de planetas.
 
Alguns sites mostram estas rajadas de vento (jet stream). Um deles é o https://www.netweather.tv/charts-and-data/global-jetstream que se mudar o zoom e mover o globo terrestre nos dá uma imagem igual a que está nesta publicação. Se estiver sob as áreas coloridas (demora um pouco em aparecer.. tem de ter paciência) nada de planetas.