O céu está limpo, a temperatura está fria e a atmosfera está tranquila... imagem estável, foco perfeito, e tudo para fazer uma excelente foto.
 
Aí você parte para fazer astrofotografia com seu telescópio de 60 mm de diâmetro... olha... não dá!
 
Poucos de nós, muito poucos mesmo, e eu estou entre eles, nunca estudamos num colégio com laboratório de física, mas temos hoje acesso fácil a estes apontadores laser (sejam vermelhos ou verdes) e podemos fazer um experimento facinho para demostrar um problema com telescópios pequenos.
 
Peque uma folha de papel e faça um buraco com a ponta de uma agulha. Deve ser um buraco mínimo mesmo. Apague a luz do local e faça o laser passar pelo buraco e veja o que se forma lá atrás, na parede. Verá um borrão muito maior que o buraco no papel e, algumas vezes, até mesmo que a largura do feixe de luz do laser. E este borrão terá uns anéis de luz em torno dele. Isto se chama Difração e ela "borra" as imagens. Detalhes (estrelas muito próximas visualmente entre si, aquela borda da cratera na Lua, etc) se perdem! Não consegue ver a relação entre as duas coisas? Não se preocupe. Nada que uma graduação em Física não resolva.
 
Maior a largura do elemento óptico do telescópio (lente objetiva para os refratores e espelho primário para os refletores), menor o borrão da difração. Normalmente a sugestão é usar telescópios acima dos 150 mm de diâmetro. Quanto mais largo melhor, claro, mas quanto mais largo... normalmente maior o telescópio e aí começamos a ter problemas com espaço físico e mobilidade. Uma saída é abandonar o modelo Newtoniano (o tradicional) e partir para os Cassegrain (como os Schmidt Cassegrains da Meade e Celestron) e aí o preço do telescópio passa a ser "O" problema.
 
Telescópios assim pequenos, 50, 60 mm nos mostram imagens sempre como numa noite ruim usando telescópios mais largos. Daí o "setentinha" da Skywatcher ser, digamos, o telescópio de entrada no mundo da observação astronômica (não da astrofotografia!).