O ideal: fazer uma única exposição de vários minutos de uma determinada região do céu.
 
O que dá para fazer: várias (dezenas) fotos da mesma região do céu com tempo de exposição menor.
 
Salvo raras exceções, nossas montagens equatoriais tem dificuldade em apontar o telescópio para a mesma região do céu, compensando a rotação da Terra, por longo tempo e nosso céu normalmente não é tão escuro que não possa velar as fotos.
 
O que dá para fazer então, como comentado acima, é ao invés de uma exposição longa fazer várias de curto tempo de exposição. Nem todas servirão! Algumas pegarão alguma falha no acompanhamento por, por exemplo, defeitos nas engrenagens. As imagens boas poderão ser usadas para criar uma imagem única através da técnica do Stack and track, isto é, alinhamento das imagens (normalmente usando as estrelas que aparecem nas imagens, ou o disco do planeta que fotografamos) e então criar uma imagem final por fazer uma média das imagens alinhadas. Quanto mais imagens, melhor a imagem final criada.
 
Isto, claro, é feito com softwares. Os grátis mais usados pelos amadores são:
  • Registax (bom para imagens de planetas)
  • Deep Sky Stacker (DSS) (bom, embora não específico, para nebulosas)
  • Autostakkert! (bom, embora não específico, para Lua e planetas)
  • Rot n´Stack (pau para toda obra, mas o resultado nem sempre é bom)
 
Alguns deles conseguem ler os arquivos RAW das câmeras DSLR (CR2, da Canon, por exemplo). Alguns usam os frames de filmes gravados em formato AVI.  Alguns leem diretamente imagens em formato FITS.